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Serra de Tapiraí e Juquiá, SP-079 Rod. Tenente Celestino Americo

Roteiro no Google Maps: https://goo.gl/maps/ahgwF6b2fK72

 

Finalmente achei tempo para descrever um rolê que fiz durante minhas férias. A intenção era seguir a dica de um bom colega de forum e descer a Serra entre Tapiraí e Juquiá.

Pra variar não consegui sair de casa antes das 9 da manhã (crianças na escola, reforma na casa etc) e quando saí o tempo já não estava lá estas coisas.. coloquei a capa de chuva debaixo do banco, GPS no iPhone com Sportount e Rainguard da Tigra e lá fui eu em direção a Itu e Sorocaba.

Fiz uma Parada no alto da Serra, num posto com o sugestivo nome de “Último refúgio da Neblina”. Já iam-se umas duas horas de viagem e não pegava mais sinal de celular, então nem dava para avisar em casa onde eu estava. Fui ligar minha câmera GoPro e vi que havia deixado o cartão de memória em casa (fique P da vida). O tempo parecia péssimo, mas resolvi continuar.

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Logo passei a cidade de Tapiraí, e depois de vários avisos de como a serra à frente era perigosa (proibido caminhões em certos dias e condições climáticas), resolvi continuar mesmo assim (alvará dado é alvará cumprido). Em Tapiraí mesmo começou a cair uma chuvinha. Não era forte mas era daquelas que duram dias…

Quando comecei a descer a serra, mais parecia uma estrada de parque abandonada. Sério, a estrada passa por dentro de mata Super-mega FECHADA. Não havia movimento algum. NENHUM (fiquei mais de 40 minutos sem cruzar com um sequer carro). O asfalto não é bom mas nem tinha muito como, parece que ali é chuva todo o tempo e, como já disse, liga nada a lugar nenhum.

Ao contrário do que poderia esperar, com toda aquela chuva, uma estrada praticamente abandonada e no meio da mata fechada, comecei a relaxar de um jeito surpreendente… De repente estava gostando, curtindo aquela chuvinha.. Andando em baixas velocidades (não dava para passar de 40km/h), a chuva se tornou refrescante, a paisagem (só mato, nenhum panorama) se tornou interessante comecei, até o silêncioso motor da Tiger estava contribuindo para esta experiência meio ZEN.

Foi com surpresa que encontrei um restaurante (Parada Cabeça Da Anta), dito aberto 24h todos os dias, no MEIO do nada.  Parei, ainda chovia bastante, mas nem entrei no restaurante. Nem esquentei. Tirei foto de uma biquinha ali do outro lado da estrada e continuei.

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Depois de mais meia hora descendo cheguei ao que aparentemente era a base da Serra. O clima mudou sensivelmente – ainda chovia, mas já estava um certo “calor de praia”.. Vendedores de palmito e banana anunciavam que eu não estava totalmente errado.. Estava sim há 100km do oceano, mas ali era a baixada já. E de quebra começava a chegar perto da civilização novamente. Parei para tirar fotos do Rio Juquiá.

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Chegando em Juquiá, não me surpreendeu que a cidade não surpreende. Me lembrou a parte mais humilde de Peruíbe, Itanhaém, aquela onde parece chover mais do que qualquer coisa. Parei no que me parecia o único posto com conveniência da cidade, comi uma pizza congelada destas do AM-PM, abasteci e peguei a BR-116 (Regis Bittencount) para voltar.

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Foram mais 3 horas de viagem aproximadamente, e fiquei COM DÓ do pessoal que ia sentido curitiba.. Mais de 50km de congestionamento pelas minhas contas.. Infinitos caminhões, serra molhada, obras, cheiro de embreagem e freio.. Enfim um horror aquela serra do cafezal.

Chegando perto da Capital peguei o Rodoanel “daquele jeito” (muito medo de assaltos naquela região) e Cheguei em Vinhedo lá pelas 5 horas da tarde.

Fiquei muito satisfeito com a aventura. Espero poder repetir mais vezes. Com sorte, o tempo um dia melhora por ali e quem sabe dá para descer pela SP-139, que não está pavimentada? Será que é muito off-road? Deixe seus comentários abaixo.

-Klaus